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A guerra, como lembrava o outro, é um pedaço de metal a penetrar um pedaço de carne. É por isso que eu gostaria de ser pacifista; mas não posso, porque reconheço que há guerras justas, justificadas pelo direito à legítima defesa.
Aceitar que uma guerra é justa não implica, porém, apoiar todas as acções militares desencadeadas no seu âmbito ou negar que possam ter sido cometidos crimes de guerra. O bombardeamento de Dresden na 2ª Guerra Mundial não foi decerto justificado, e é provável que possa ser classificado como criminoso.
Repugna-me o mal-disfarçado entusiasmo belicista com que alguns acompanharam o mais recente episódio do conflito israelo-palestiniano, como se estivessem a assistir a um combate no Coliseu romano. Mas não me indispõe menos a atitude daqueles que só acham condenável a violência sobre vítimas inocentes quando a sua autoria pode ser imputada a Israel.
Caladas as armas, não restam dúvidas de que, mais uma vez, os palestinianos saíram derrotados de um confronto armado que os seus dirigentes provocaram. Sendo óbvio para toda a gente que assim teria que acontecer, cabe perguntar que obscuros interesses serviram os lançadores de rockets sobre o território de Israel.
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18.1.09
13.1.09
Livra!
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Sempre que um sujeito sucumbe à tentação de escrever umas linhas sobre o conflito israelo-palestiniano aparecem logo dois ou três voluntários a explicar-nos que o que quisemos dizer era outra coisa bem diferente daquilo que de facto dissemos.
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Sempre que um sujeito sucumbe à tentação de escrever umas linhas sobre o conflito israelo-palestiniano aparecem logo dois ou três voluntários a explicar-nos que o que quisemos dizer era outra coisa bem diferente daquilo que de facto dissemos.
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6.1.09
Um pensamento cruel
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Dei comigo a pensar nos últimos dias que a causa palestiniana, no sentido nobre do termo, está hoje morta e enterrada.
O acordo de Oslo de 93, em que a Fatah finalmente reconheceu o direito de Israel à existência ao mesmo tempo que Israel se comprometia a iniciar a retirada dos territórios ocupados e a aceitar a Autoridade Palestiniana veio a revelar-se tristemente o princípio do fim dessa causa.
É verdade que os governos israelitas só lentamente, de forma limitada e a contra-gosto têm vindo a cumprir a sua parte do entendimento alcançado. Mas, tendo em conta o comportamento dos líderes palestinianos desde então, essa evidente duplicidade até parece, a posteriori, mais compreensível.
O que todo o mundo tem visto é que os palestinianos parecem incapazes de governar-se a si próprios: primeiro, foi o enriquecimento dos governantes à custa da ajuda internacional; depois, a progressiva deriva de violência interna que culminou na guerra civil entre a Fatah e o Hamas e na separação entre Gaza e a Margem Ocidental.
Hoje, Gaza pouco mais é do que um território submetido à tirania de um grupo terrorista que diariamente organiza acções violentas contra o Estado vizinho.
Nestas circunstâncias, como pode esperar-se que Israel desmantele os colonatos, devolva mais territórios, desista do Muro e aceite que as autoridades palestinianas adquiram mais poderes?
Hoje, o mundo sente pelos palestinianos pena, mas não respeito. Oxalá me engane, mas suspeito que, para eles, chegou mesmo o fim da história.
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Dei comigo a pensar nos últimos dias que a causa palestiniana, no sentido nobre do termo, está hoje morta e enterrada.
O acordo de Oslo de 93, em que a Fatah finalmente reconheceu o direito de Israel à existência ao mesmo tempo que Israel se comprometia a iniciar a retirada dos territórios ocupados e a aceitar a Autoridade Palestiniana veio a revelar-se tristemente o princípio do fim dessa causa.
É verdade que os governos israelitas só lentamente, de forma limitada e a contra-gosto têm vindo a cumprir a sua parte do entendimento alcançado. Mas, tendo em conta o comportamento dos líderes palestinianos desde então, essa evidente duplicidade até parece, a posteriori, mais compreensível.
O que todo o mundo tem visto é que os palestinianos parecem incapazes de governar-se a si próprios: primeiro, foi o enriquecimento dos governantes à custa da ajuda internacional; depois, a progressiva deriva de violência interna que culminou na guerra civil entre a Fatah e o Hamas e na separação entre Gaza e a Margem Ocidental.
Hoje, Gaza pouco mais é do que um território submetido à tirania de um grupo terrorista que diariamente organiza acções violentas contra o Estado vizinho.
Nestas circunstâncias, como pode esperar-se que Israel desmantele os colonatos, devolva mais territórios, desista do Muro e aceite que as autoridades palestinianas adquiram mais poderes?
Hoje, o mundo sente pelos palestinianos pena, mas não respeito. Oxalá me engane, mas suspeito que, para eles, chegou mesmo o fim da história.
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Fatah,
Hamas,
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palestinianos
29.12.08
Cãezinhos de Pavlov
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Compreendi a execução do xeque Yassin, aquele cegueta paralítico que treinava crianças para se fazem explodir nas ruas das cidades de Israel, assim como condenei a invasão israelita do Líbano em Agosto de 2006. Mais recentemente, temi a eventualidade de um ataque aéreo de Israel apoiado pelos EUA contra as alegadas instalações nucleares iranianas.
Certos cãezinhos de Pavlov, que praticam a indignação selectiva, não compreendem isto.
Mas é muito fácil de entender por quem quiser entender: eu preocupo-me por igual com os direitos de israelitas e palestinianos, e é desse princípio que decorre tudo o resto. Não ignoro as injustiças históricas que se encontram na raiz do conflito, mas sei também que, não sendo possível regressar-se à situação prévia a 1948, ambos os povos que hoje habitam aquele território têm direito a uma pátria onde possam viver em paz.
Critico as iniciativas políticas e militares que nos afastam de uma solução aceitável e duradoura, particularmente aquelas que ameaçam degenerar numa escalada de violência, mas não posso negar a uma e outra parte o direito à legítima defesa, na condição de que a reacção seja justificada e proporcional.
Não houve certamente proporcionalidade quando Israel invadiu o Líbano em retaliação pelo rapto de dois soldados e em seguida bombardeou edifícios de habitação a pretexto de que haveria não sei quê escondido na sua cave. Não é possível evitar em absoluto vítimas civis em conflitos desta natureza, mas é certamente exigível que tudo seja feito para minorá-las, o que na cirunstância, creio eu, não aconteceu.
A situação é bem distinta agora. Durante dias e semanas, a seita de animais ferozes que dá pelo nome de Hamas despejou fogo de artilharia sobre Israel, matando de passagem civis palestinianos residentes na faixa de Gaza. O contra-ataque de Israel parece, até ao momento, concentrar-se exclusivamente em alvos militares e ter o objectivo muito claro de impor ao Hamas uma nova trégua.
Enquanto se conservar nesses limites, parece-me justo reconhecer a legitimidade desta acção militar. É só.
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Compreendi a execução do xeque Yassin, aquele cegueta paralítico que treinava crianças para se fazem explodir nas ruas das cidades de Israel, assim como condenei a invasão israelita do Líbano em Agosto de 2006. Mais recentemente, temi a eventualidade de um ataque aéreo de Israel apoiado pelos EUA contra as alegadas instalações nucleares iranianas.
Certos cãezinhos de Pavlov, que praticam a indignação selectiva, não compreendem isto.
Mas é muito fácil de entender por quem quiser entender: eu preocupo-me por igual com os direitos de israelitas e palestinianos, e é desse princípio que decorre tudo o resto. Não ignoro as injustiças históricas que se encontram na raiz do conflito, mas sei também que, não sendo possível regressar-se à situação prévia a 1948, ambos os povos que hoje habitam aquele território têm direito a uma pátria onde possam viver em paz.
Critico as iniciativas políticas e militares que nos afastam de uma solução aceitável e duradoura, particularmente aquelas que ameaçam degenerar numa escalada de violência, mas não posso negar a uma e outra parte o direito à legítima defesa, na condição de que a reacção seja justificada e proporcional.
Não houve certamente proporcionalidade quando Israel invadiu o Líbano em retaliação pelo rapto de dois soldados e em seguida bombardeou edifícios de habitação a pretexto de que haveria não sei quê escondido na sua cave. Não é possível evitar em absoluto vítimas civis em conflitos desta natureza, mas é certamente exigível que tudo seja feito para minorá-las, o que na cirunstância, creio eu, não aconteceu.
A situação é bem distinta agora. Durante dias e semanas, a seita de animais ferozes que dá pelo nome de Hamas despejou fogo de artilharia sobre Israel, matando de passagem civis palestinianos residentes na faixa de Gaza. O contra-ataque de Israel parece, até ao momento, concentrar-se exclusivamente em alvos militares e ter o objectivo muito claro de impor ao Hamas uma nova trégua.
Enquanto se conservar nesses limites, parece-me justo reconhecer a legitimidade desta acção militar. É só.
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28.12.08
Guerra justa
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Não vejo nada de criticável, até ao momento, no ataque de Israel contra alvos militares do Hamas, depois de este ter unilateralmente escolhido o caminho da provocação bélica. Só espero que mantenha a sua acção dentro dos limites impostos pela proporcionalidade e pelo respeito pelos civis palestinianos.
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Não vejo nada de criticável, até ao momento, no ataque de Israel contra alvos militares do Hamas, depois de este ter unilateralmente escolhido o caminho da provocação bélica. Só espero que mantenha a sua acção dentro dos limites impostos pela proporcionalidade e pelo respeito pelos civis palestinianos.
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