
Wei Dong.
"If they can get you asking the wrong questions, they don’t have to worry about answers" Thomas Pynchon
"Durante muito tempo a teoria económica dominante alimentou a ideia de que a hipótese do egoísmo racional e o aparato teórico construído à sua volta, com a ideia associada de que todas as interacções humanas podem ser representadas como se de transacções mercantis se tratassem, serviam para compreender o comportamento humano em todas as esferas da vida social. Isto deu origem a um programa de investigação que promoveu a colonização de outras áreas disciplinares pela teoria económica ortodoxa e pelos seus idealismos mercantis. A isto se chamou, e bem, imperialismo económico."Ler o resto aqui.
"Não sei se Sócrates é fascista. Não me parece, mas, sinceramente, não sei. (...)Aproveitamos para lembrar que as nossas consultas são grátis, todos os dias úteis, das 9 às 13 h.
"O primeiro-ministro José Sócrates é a mais séria ameaça contra a liberdade, contra a autonomia das iniciativas privadas e contra a independência pessoal que Portugal conheceu nas últimas três décadas."
"Esta ideia de que o Estado deve ter políticas que "ocupem" o território é do caraças. Gostava imenso de saber como é que se instalou este dever de missão do Estado na cabeça do Pedro Marques Lopes, e, depreendo, aquela outra ideia sua irmã, a de que a desertificação humana de um pedaço de um país e consequente concentração das populações é uma coisa terrível.Já agora, uma pequena observação: já repararam que, depois daquela epidemia de há uns meses atrás, deixaram de nascer bébés em ambulâncias?
"O Estado não deve gerir (ou melhor, deixar gerir) o território racionalmente de modo a que toda a gente beneficie dos recursos de modo mais eficiente. Não. Deve, primeiro que tudo, ocupar o caralho do território. Isto de criar cidades onde se concentrem o maior número de pessoas possivel, que se iniciou há 10 mil anos e tem vindo aacompanhar sem desvio tudo o que associamos a melhor qualidade de vida, foi um erro.
"Supostamente, para o Pedro Marques Lopes um senhor do Estado que veja um pedacinho de país a despovoar-se deve mandar para lá uns serviços do Estado e depois esperar que as pessoas, convencidas e emocionadas, por lá fiquem. Num ponto o Pedro Marques Lopes tem razão: as pessoas em Portugal vivem do Estado, mesmo que contra toda a vontade e realidade. Agora que penso nisso, talvez o plano do Pedro Marques Lopes resultasse, mas, felizmente, esse não é o país que este Governo e eu estamos (em conjunto) empenhados em conservar."
"[Os portugueses] não estão seguros de que os utentes, principalmente os de recursos mais baixos, ocupem, como deve ser, uma posição central nas reformas que são inevitáveis para assegurar a sustentabilidade financeira dos serviços de saúde. (...) Seria importante que os portugueses percebessem para onde vai o país em matéria de cuidados de saúde." (transcrição retirada do Público de hoje)Deixa-me lá ver se eu entendi. Por um lado, o Presidente considera as reformas da saúde (estas? outras?) inevitáveis, mas apenas por razões financeiras. Por outro lado, em vez de tomar posição, dá voz à suspeita de que talvez os "utentes de recursos mais baixos" tenham razão para estar inquietos, e acrescenta que seria importante os portugueses poderem perceber para onde vai o país.
Educação: Igreja não gosta das novas orientações - Escolas sem nomes santosE prossegue com o seguinte lead:
As escolas Básicas e Secundárias vão deixar de ter santos ou santas na denominação oficial. A indicação partiu do Ministério da Educação, no âmbito da aplicação do Decreto de Lei n.º 299/2007, da Lei de Bases do Sistema Educativo.Será isto verdade? Desconheço o texto do decreto-lei, mas o próprio corpo do artigo do CM sugere que não.