3.6.12

O que Portugal exportava em 1995

. Comparar com a situação em 2009, representada no post anterior. .

Afinal, o que é que Portugal exporta?

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 Para saber mais, consultar este fascinante site.
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28.5.12

24.5.12

Lomba medita a Europa e fica exausto

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A redação de Pedro Lomba começa hoje muito bem no Público, com ele a reproduzir informações sobre a União Europeia recolhidas na Wikipedia que tinha mais à mão.

Chegado à linha dezanove, porém, tropeça logo da primeira vez que tem que acrescentar uma pequena elaboração mental própria, ao afirmar que cada país da União tem "um povo nacional".

Este deslize tem consequências para o argumento principal da prosa, a saber, que "jamais existiu no mundo uma democracia à escala transnacional".

Se tiver a bondade de deslocar-se a Badajoz, poderá, virando-se para leste, contemplar uma dessas democracias multinacionais cuja existência desconhece. Circunstância idêntica encontraria no Reino Unido e na Bélgica, já para não falar da quase totalidade dos países do leste europeu, de cuja solidez democrática é, porém, permitido duvidar-se.

Atravessando o Atlântico, mesmo que prefira ignorar o Brasil, poderá pôr os olhos nos EUA, um mosaico de variadas nações que recebe novos e originais influxos em cada ano que passa.

Coloca a multiplicidade de nações e culturas dificuldades particulares à edificação de uma democracia? Sim, mas já se fabricou disso e continuará a fabricar-se.

Vamos lá a pensar melhor no assunto.
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23.5.12

Santa ignorância

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A obra publicada de Miguel Sousa Tavares acaba de ser enriquecida com uma colectânea dos seus "escritos políticos" dispersos, ensejo para algumas entrevistas que lhe permitem de expor o pensamento com maior profundidade.

Ontem, na SICN, explicou-nos via Ana Lourenço que lhe dá vontade de chorar ver o país persistir em seguir por um caminho que ele, desde a sua mais tenra mocidade, avisou conduzir-nos ao desastre.

Os apertos financeiros em que nos encontramos devem-se, na sua essência, a todos nós - desde o poderoso homem de estado ao humilde trolha - não lhe termos dado ouvidos. Se Relvas fosse jornalista e Tavares primeiro-ministro, teríamos jornalistas objectivos e políticos competentes, mas assim está tudo trocado.

Tavares sempre soube que não somos "um país rico como o Brasil", logo não podemos fazer auto-estradas, TGVs e aeroportos como se o fossemos. "Nem estádios de futebol", acudiu Ana Lourenço, para demonstrar que estuda atentamente os escritos políticos de Tavares.

Tavares não sabe que o grosso do custo das auto-estradas foi pago pela UE e convém-lhe esquecer que nem o TGV nem o novo aeroporto chegaram a ser construídos. Por outro lado, nem Ana nem Miguel, questionados, saberiam dizer quanto custaram os estádios do Euro 2004, mas eu sempre os esclarecerei que foi muito menos que a nossa participação em aventuras militares na Bósnia e no Afeganistão.

Muito menos suspeitam que, por muito criticáveis que tenham sido os investimentos que o país fez no último quarto de século em infra-estruturas, isso em muito pouco contribuiu para o crescimento da dívida pública - de resto, muito inferior ao da privada. Se Tavares quer denunciar "loucuras" deveria antes concentrar a sua ira nas despesas com a saúde e a educação - como hoje faz o governo que ele justamente execra.

Tavares tem firmemente implantada nas sinapses uma interpretação da história de Portugal que detecta um fio condutor de ruína e desgoverno ligando o império do oriente ao ouro do Brasil e aos fundos europeus, e não se cansa de repeti-la. Sucede que esse pensamento, plasmado nas centenas de páginas que compõem a sua obra de análise política, sendo partilhado por uma esmagadora maioria de taxistas, professores primários e moços de forcados, nada tem de original.

A única originalidade da nossa condição - se é que alguma existe - reside na santa e atrevida ignorância que, ascendendo das profundezas da massa ignara que sabe pouco e não quer saber mais, chega aos meios supostamente incultos que, na verdade, pouco se distinguem em nível cultural do povinho que se comprazem em desprezar.

(Relevante adenda a este post: É só fazer as contas...)
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22.5.12

Hoje é dia de aprender uma palavra nova: evergetismo

"Na eterna busca de bens posicionais que os distingam dos pequenos e médios ricos, cujas fileiras engrossam a olhos vistos, mansões na Côte d’Azur, iates de 150 metros e ilhas privadas não bastam hoje para sinalizar o nababo genuíno. De modo que, quem quer ser alguém, compra antes um clube de futebol, como fizeram Abramovich ou o xeque Mansour Nayhan. Ou então, imitando Berlusconi, opta por comprar um cargo de primeiro-ministro, com os resultados que se sabe. Num plano incomensuravelmente mais perverso, pode fazer como Bin Laden, que aplicou a riqueza familiar na construção de uma rede terrorista internacional dedicada a chacinar infiéis."

O resto do meu artigo de hoje no Negócios pode ser lido aqui.

Regresso ao bucolismo

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In illo tempore, tínhamos na instrução primária livros de estudo impregnados de bendita ruralidade, famílias à volta da lareira, santinhos patrióticos e heróicos guerreiros façanhudos.

As crianças reuniam-se nas eiras ao luar nocturno escutando os pais debitarem provérbios populares que ressumavam humildade natural e respeito pela autoridade. Ao contrário das localidades e das habitações que conhecíamos, havia nessas páginas muitos animais de carga e nenhuns automóveis, nem cinema, nem rádios, nem jornais, nem qualquer espécie de electrodomésticos. Acima de tudo, não havia plásticos.

Segundo Crato e amigos, nessa época abençoada levava-se pancada da professora, fazia-se exames e aprendia-se a sério. Desse esforço desumano resultaram, como herança oferecida às novas gerações, milhões de cabeças brilhantes como a dele.

O bucolismo fifties está, evidentemente, out. As pessoas hoje precisam que lhes expliquem o que é aquele objeto recurvado que se vê na bandeira dos comunistas. (Refiro-me, é claro, à foice.)

A mentalidade retrógrada, porém, permanece viva, de modo que a utopia passadista que o ministro hoje se propõe implantar nas escolas inspira-se menos na agricultura de outrora e mais no artesanato industrial dos tempos felizes em que usava bibe e ia aos pardais.

Vamos, por isso, ter agora um ensino profissional inteiramente voltado para a caça do javali, a criação de gado, a pesca à linha, a carpintaria, a serralharia, a oficina automóvel (não esqueçam os bate-chapas!) e a soldadura.

Absolutamente out estarão a partir de agora os cursos de multimédia, informática, design, moda, marketing e animação cultural, actividades que, por não terem futuro e inocularem ideias malucas nas mentes infantis, passarão a ser ferozmente reprimidas pelo estado.
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16.5.12

"Como sabes que esse é o teu café?"

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14.5.12

Fui eu que escrevi isto?

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Vamos todos rezar para que a Grécia não arribe

"O problema da Grécia é um problema da Europa. Digam todo o mal que quiserem dos mercados, mas eles já perceberam isso.

De modo que sucedeu o que tinha suceder: nos últimos dias, o euro perdeu valor face ao dólar. "Haverá alguma exportador que não fique contente com a notícia, tanto mais que ela implica, simultaneamente, uma desvalorização em relação à moeda chinesa? "

Judas condenou-se à eterna perdição para assegurar o cumprimento da profecia. A Grécia sacrifica-se em prol de todos os europeus acumulando os défices que os restantes não ousam assumir. "

Não se concebe atitude mais nobre. Sem o excessivo consumo deles, o que seria da excessiva produção alemã? "

Oremos para que, tão cedo, não consigam voltar ao bom caminho."

Publicado aqui, em 21.12.09
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8.5.12

Histórias da carochinha para graúdos

Os portugueses estão habituados a esperar que alguém, de preferência o Estado, lhes arranje emprego. Falta-lhes capacidade de ir à luta, criar o seu próprio posto de trabalho e produzir riqueza. Vivem demasiado acomodados à sombra de direitos adquiridos. Esperam que alguém lhes resolva os problemas, enfronhados numa atitude resignada e fatalista.

Concordam? Eu também não.

7.5.12

Uma falácia que vamos ouvir muito nos próximos dias

Ouvi ontem Marcelo explicar que, se todas as pessoas que o desejassem entregassem aos bancos as suas casas para saldar os empréstimos à habitação, isso agravaria dramaticamente o equilíbrio dos bancos, com gravíssimas consequências para o sistema financeiro.

Isto é aquilo a que se chama uma visão parcial e interesseira.

Reparem que a degradação da situação patrimonial dos bancos seria exactamente simétrica à melhoria da situação patrimonial das famílias no caso de essa dação em pagamento ser autorizada. Vai daí, elas melhorariam os seus saldos bancários, o que, por sua vez, contribuiria para equilibrar a situação financeira dos bancos.

Logo, o que está em causa na operação proposta não é o risco de uma degradação dos equilíbrios do sistema financeiro - que não existe - mas uma redistribuição de recursos dos bancos para as famílias. Coisa que, naturalmente, os gestores e os accionistas dos bancos (e o professor Marcelo) não desejam.

27.4.12

Duas teorias

Reconheço como igualmente verosímeis duas avaliações distintas da mais recente viragem opinativa de Pacheco Pereira: a) o homem é um genuíno espírito independente; b) o homem é tolo.
Há um ano, anunciava que o desgoverno orçamental conduziria o país à ruína, exigia sangrenta austeridade, aplaudia freneticamente os pronunciamentos do Presidente da República, sofria terríveis alergias de cada vez que falava Sócrates, execrava a moleza do PEC4, queria eleições já, pedia uma intervenção estrangeira (se possível, armada), ansiava pelo governo da troika.
Agora, vomita à simples menção de Passos Coelho, cospe no PP, teme que a coligação destrua a economia e a classe média, pede moderação, condena o determinismo económico, quer organizar a resistência ao diktat alemão, desespera com a inconsequência de Cavaco, lembra quanto de magnífico se conseguiu nas últimas décadas.
Por mim, diria que qualquer das teorias acima mencionadas é compatível com a informação empírica disponível. Não vos parece?

Quanto pior, melhor

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Parece confirmar-se que a nossa única esperança reside numa rápida e dramática deterioração da situação económica na UE, capaz de provocar uma inversão de cento oitenta graus nas políticas até agora seguidas.
Esta minha opinião parece estar a ganhar cada vez mais apoiantes. Senão, reparem: Portugal mergulha numa recessão cada vez mais profunda, sem esperança de crescimento à vista; o desemprego prossegue a sua escalada imparável; finalmente, o défice não baixa e o endividamento cresce.
Apesar disso, os juros da nossa dívida descem no mercado secundário em contraste com os das dívidas espanhola e italiana, que crescem.
Como racionalizar esta evolução?
Parece-me óbvio: sendo inadmissível o incumprimento da Espanha e, ao mesmo tempo, impossível socorrê-la (dada a escassez de fundos disponíveis no FEEF), não resta outra solução senão a cedência da Alemanha e a intervenção mais directa e decidida do BCE em apoio aos países membros.
Nessas circunstâncias, Portugal e a Irlanda deixarão também de ser um problema. Já a Grécia permanece um caso distinto.
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25.4.12

O Barcelona é uma praga

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Eliminado o Barça, não sobra qualquer razão válida para eu sofrer pelo Mourinho, muito menos pelo Real.
Há duas razões para se desejar mal ao Barcelona. Primeira, trata-se de um clube detestável pelo que em si mesmo representa: o mesquinho, oportunista e torpe nacionalismo catalão.
Segunda, nunca uma equipa de futebol revelou uma tão esmagadora e inquestionável superioridade sobre toda a concorrência, ao ponto de a própria modalidade correr perigo. Não se põe crianças a jogar contra adultos, nem mulheres contra homens, nem uma seleção unicamente constituída por grandes futebolistas mundiais contra o Barça - porque, pura e simplesmente, isso não é justo.
Algo está profundamente errado quando uma equipa sistematicamente trucida com a maior descontração não só o principal rival caseiro (5-0), o campeão da Alemanha (7-0) ou o campeão da América do Sul (4-0), deixando a clara sensação que, se se esforçassem, a punição poderia ter sido ainda mais cruel. Tudo isto praticando um futebol prussiano, chato como a potassa, que ameaça rebaixar a modalidade ao nível do andebol de sete (que o meu tio Armando me perdoe por escrever isto!).
Sucede que, quando o império do Barcelona ruir (dia que, calculo, ainda virá longe), o que se lhe seguirá será ainda pior.
Mourinho terá sido o primeiro a perceber que, para derrotar o Barça, é preciso deixá-lo fazer aquilo que ele gosta e sabe fazer: permitir-lhe ter a bola, convidá-lo a trocá-la à entrada da área, montar uma defesa composta por duas linhas (uma com seis, outra com quatro jogadores), privilegiar as marcações homem a homem, ressuscitar a figura do libero (Pepe!), forçar o contacto físico, privilegiar o futebol de pontapé para a frente e muita correria e, finalmente, rezar para que o adversário tenha azar - muito azar.
O futebol pós-Barça ameaça, pois, ser superlativamente primitivo, desavergonhadamente tosco na filosofia e na prática, nos princípios e na táctica, na forma e no conteúdo. Émulos do mítico Hrubesch concorrerão a "melhor jogador do mundo".
Enquanto o pau vai e vem, resta-me a absurda opção de torcer para que o Bayern seja este ano campeão da Europa. Porca miseria!
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24.4.12

O direito ao orgulho no trabalho bem feito

Porque necessitamos afinal de empresas ou instituições? Esta é a questão que coloco no meu artigo no Negócios desta semana, a propósito da polémica suscitada pela anunciada extinção da Maternidade Alfredo Costa.
Enquanto não o lêem todo, fica aqui a conclusão:
Instituições confiáveis, como a Maternidade Alfredo Costa, demoram décadas a construir. Não se pode permitir que uma facção de bárbaros engravatados destrua de uma penada a dedicação e o esforço de gerações de profissionais justamente orgulhosos da qualidade do seu trabalho.

20.4.12

Independentes de quem?

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A independência dos bancos centrais tornou-se com o passar do tempo num dogma que quase ninguém se atreve a questionar. A experiência dos anos recentes, porém, obriga-nos a interrogar de quem são afinal eles independentes.

Ainda bem que Daron Acemoglu e Simon Johnson ousam partir a louça toda num artigo provocativo que vale a pena ler na íntegra:
Declaring the central bank independent doesn’t move it outside the orbit of politics.

Monetary policy has an impact on inflation, output and employment. But it also has a major impact on stock market prices. Any central banker raising interest rates is reducing stock market values and thus eroding the bonuses of top bankers and other chief executives.

Those people will lobby, asserting that higher interest rates will undermine the economy and cause us to plummet into recession, or worse.

In principle, the Fed could stand up to the bankers, pushing back against all specious arguments. In practice, unfortunately, the New York Fed and the Board of Governors are quite deferential to financial-sector “experts.” Bankers are persuasive; many are smart people, armed with fancy models, and they offer very nice income-earning opportunities to former central bankers.
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19.4.12

Economia e pseudociência

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Ocorreu-me uma experiência que poderia ajudar a revelar o estado da ciência económica tal como é ensinada e propagada.

Começava-se por entregar a um qualquer matemático um reputado manual de microeconomia e pedia-se-lhe para assinalar eventuais erros que lá encontrasse. O volume seria com toda a probabilidade devolvido sem mácula, eventualmente acompanhado de comentários apreciativos em relação ao rigor lógico dos raciocínios utilizados.

A seguir, transitaria para um especialista de economia da organização (economia industrial em linguagem antiga). Muitas passagens viriam riscadas ou marcadas com pontos de interrogação.

Fase seguinte, mais difícil ainda: submissão ao olhar crítico de alguém versado em economia comportamental. Desconfio que aumentaria drasticamente a quantidade e a dureza das observações críticas.

A concluir, o livro seria submetido ao crivo de um especialista em comportamento do consumidor - e seria o completo massacre.

Numa estimativa benévola, acredito que mais de metade do conteúdo do manual seria classificado como redonda e comprovadamente falso à luz do estado da investigação contemporânea.

A microeconomia é uma pseudociência, o mesmo podendo dizer-se daquela parte da macroeconomia assente em fundamentos microeconómicos.

Infelizmente, o essencial do ensino pré-graduado e da síntese que é servida ao grande público assenta em produtos fabricados com ingredientes deteriorados dessas desgraçadas proveniências.

Quando à parte sã da investigação económica – a mais substancial dela, note-se – jamais chega ao conhecimento da opinião pública, não contribuindo por isso para torná-la mais informada.
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13.4.12

E por que não fazer outsourcing?

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Os trabalhadores explorados deste país, humilhados quotidianamente por uma coligação que junta meninos copo-de-leite do PP e tiranetes casca-grossa do PSD, têm por fim uma voz que exprime eloquentemente a sua revolta todas as 5as feiras na Quadratura do Círculo.

Não me refiro obviamente ao sorumbático António Costa, com o seu eterno sorriso de bonzo tranquilo, mas a Pacheco Pereira. Depois de ter feito tudo o que estava ao seu alcance para derrubar Sócrates e pôr lá Passos, Pacheco explica agora semanalmente ao povo com a mesma convicção que este governo não deixará pedra sobre pedra se o deixarem prosseguir tranquilamente a obra de destruição a que há 10 meses se abalançou.

Costa acredita que há toda a vantagem em o PS votar a favor da regra do estrangulamento orçamental, ajudando o país a adiantar-se aos seus parceiros da União. Pacheco contra-argumenta, por palavras suas, que, "lá fora", isso apenas reforçará a ideia de que somos uma nação de parvos com cujo sentimento ninguém precisa de preocupar-se.

Ocorreu-me ontem que, se o PS se sente demasiado cansado para fazer oposição, poderia talvez subcontratar a tarefa ao Pacheco Pereira. Ou então, no mínimo, tomariam boa nota dos argumentos que ele usa e repeti-los-iam, como papagaios bem comportados, quando não soubessem o que dizer - ou seja, quase sempre.
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11.4.12

A crise como oportunidade

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Pessoas tão proficientes no uso da língua chinesa como Jorge Jesus no da portuguesa asseguram-nos que, na exótica fala do Império do Meio, a palavra "crise" também significa "oportunidade".
O artifício retórico não poderia, por isso, deixar de contribuir para engrossar o arsenal de dislates da actual maioria. Infelizmente para ela, trata-se de mais uma treta sem fundamento.
A oportunidade que se arriscam por isso a perder é, apenas e só, a de estarem calados.
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O capital não tem pátria, ou talvez tenha

Faz-me impressão o à-vontade com que entre nós se ignora as eventuais consequências da aquisição de empresas portuguesas por proprietários estrangeiros.

É verdade que, na maioria dos casos, não há nada a perder e muito a ganhar com a troca.

Mas nem sempre é assim.

A nacionalidade dos detentores da propriedade de uma empresa conta - e muito - como Adam Smith bem sabia.

Que circunstâncias poderão eventualmente tornar uma tal operação nociva para o país? É esse o tema do meu artigo desta semana no Negócios.