"Como escrevi, há uma ‘fractura’ indisfarçável nos liberais (repito, não me refiro à Atlântico) e que com essa confusão "continuaremos a confundir liberalismo com os gestos antigos e mal reciclados dos que tudo fazem para que a liberdade não sobreviva em nenhuma das suas várias dimensões".(...)Isto da direita, digo eu, não há nada como conhecê-la pessoalmente.
"O que escrevi sobre o que tem escrito o André Azevedo Alves não foi motivado por "um" post dele recente, mas sim por um acumular de escritos na blogosfera que primam pelo saudosismo, conservadorismo moral e libertarianismo económico - um estado ausente que seja um menor impedimento ao "programa moral" da instituição que inspira o André. Nem a "direita sociológica" de que fala (e que ninguém lhe desdenhe a autoridade) Jaime Nogueira Pinto será tão extremista e conservadora como esta."(...)
"A ambiguidade em relação ao PNR, as tiradas boçais em relação a Pinochet, Salazar ou McCarthy, a crueldade e insensibilidade perante o sofrimento alheio (os incontáveis post dele sobre os palestinianos são exemplo disto, como seria a série anti-LGBT), os links "anódinos" sobre a ciência que talvez "mostre" que os pretos são menos inteligentes, não são "meras excentricidades" ou elementos acessórios em relação a uma posição de direita respeitável, séria, educada, bem fundamentada, coerente e intelectualmente "brilhante" que o André Azevedo Alves supostamente representa." (...)
"Não basta defender-se "menos estado" e "mais liberdades económicas" para se ser liberal ("adjectivo"), menos ainda quando as motivações para essa defesa são, em parte, oriundas de um grandioso projecto religioso. Que direita europeia respeitável é que, hoje em dia, olha para as mudanças que vão ocorrendo na economia e na sociedade daquela forma, dogmática, tão pouco compassiva e inclusiva? E não, as diferenças não se reduzem aos ditos "temas fracturantes" - apesar disso facilitar muito o contra-ataque de alguns cérebros muito pouco potentes, que, nos seus patrulhamentos, cheios de processos de intenção, quando não má criação, vêem "politicamente correcto" em tudo o que é sítio. Tratam-se de escolas liberais muito diferentes, com fundações muito distintas. São as diferenças nas raízes que importam, não podemos olhar apenas para os ramos e para as flores."(...)
"If they can get you asking the wrong questions, they don’t have to worry about answers" Thomas Pynchon
4.12.07
Desprazer em conhecer
Palavras de Tiago Mendes na sua despedida do Blogue Atlântico:
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