24.8.10

Quem sou eu para opinar sobre isto?

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Fez-me muita confusão descobrir que toda a gente ansiava por possuir um telemóvel. Só nos últimos anos me habituei a enviar mensagens por SMS. Por mim, ainda hoje tiraria fotos analógicas. Os LPs eram fantásticos, os CDs excelentes, não senti nenhuma urgência de aderir ao iPod.

Logo, quem sou eu para avaliar que espécie de malucos poderiam ver algum tipo de utilidade neste Rolly, lançado pela Sony em 2007? Mas confesso que o facto de o produto ter sido um fracasso me deixa mais confiante nas minhas capacidades de discernimento.

O video de demonstração é divertido, mas o gozo que proporciona decerto não justifica as fortunas dispendidas no desenvolvimento do dispositivo. Digo eu.
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5 comentários:

Carlos Albuquerque disse...

Às vezes o que se gasta a desenvolver estas brincadeiras não vale pela brincadeira mas pelo que se aprende e se aplica depois em domínios mais úteis.

Anónimo disse...

exacto. representa a banalização da robótica, que está a caminho e que chegará nos próximos 10 anos.
da mesma forma que o ipod representou o fim da musica em suportes fisicos. realmente é um objecto ridiculo comparado com o seu filho.....o iphone.

Anónimo disse...

as fortunas dispendidas não são para isto. isto é só uma forma de testar o que vem ai.

The extended phenotype und extinct gene sequence disse...

o tamagochi pagou-se centos de vezes

este é um produto tecnológico interessante a capacidade das baterias era inovadora para dispositivos similares

e os japoneses e chineses e brasileiros ricos consideram-nos um objecto de status

tudo é temporário eu trabalhei desde os 17 com computadores
e só agora comprei um
que estará desactualizado antes do fim do ano
em tempos fiz programação hoje vejo-me às aranhas

não tenho telemóvel funcional
nem gira-discos
tive de comprar um leitor de Cd's
é um mundo de desgaste rápido que se quer

quanto às fortunas dispendidas idem para os formatos de cassetes de vídeo e audio que não vingaram

e milhares de outras
leitores de cd's portáteis suplantados pelo Ipod etc

Anónimo disse...

dispêndio, mas despender. logo despendido.

é intrigante o magote dos economistas que escrevem e dizem "dispendido"! talvez o verbo não tenha nenhuma importância para a disciplina... :-)