16.8.08

Verdade e propaganda

Desconfio que, nos próximos tempos, estes argumentos vão ser muito ouvidos na Fox TV.

Por incrível que pareça, às vezes, até a própria verdade pode ser útil à propaganda.

10 comentários:

GL disse...

Esse argumento do peso específico é recorrentemente utilizado para tudo: países, mercados, povos, raças, culturas e agora medalhas. Não faltava mais nada.
É de ignorar. Não vale à pena.

Além de que, é um bocado estúpido.

Anónimo disse...

Doutor GL

Era extraordinário que me conseguisse explicar que raio tem a ver o que eu disse com essa coisa do "peso específico" de "povos, raças, culturas" e etc. gostaria de, sem ser acusado de nada para além do estrito campo das minhas intenções (que espero refletidas nas minhas palavras) poder manter a opinião que ser campeão do mundo de hoquei em patins será sempre menos relevante que ser campeão do mundo de futebol, agradecendo desde já que o chiqueiro ideológico que impera na cabeça de alguns não transforme as minhas opinioezinhas em matéria prima para as suas causas, sejam elas também minhas ou não.

obrigado.
maradona

GL disse...

Maradona,

"gostaria de...poder manter a opinião que ser campeão do mundo de hoquei em patins será sempre menos relevante que ser campeão do mundo de futebol"

Gostaria de poder manter a sua opinião? Mas é claro que sim, quem sou eu para lhe dar ou tirar qualquer direito (permita-me uma reflexão – é curiosa a frequencia como na blogosfera muita gente confunde discordância com tentativa de privação de direitos ou coisa parecida).
Noto que está a alterar o objecto da minha crítica. O meu comentário era sobre o que disse a respeito DAS MEDALHAS NÃO SEREM TODAS IGUAIS. Medalhas, e não campeonatos ou jogos. Isto é outro departamento, e mesmo assim, só faria sentido comparar se fossem dentro da mesma modalidade. Por exemplo, é óbvio que vencer o campeonato do mundo de futebol é mais relevante do que vencer a medalha de ouro olímpica do futebol, porque o peso da representatividade deste desporto, entre as duas competições é diferente.
O que não percebo, e peço desculpas se há aqui alguma pouca perspicácia da minha parte, em que medida uma medalha de ouro olímpica em tiro ao alvo pode ser menos importante do que uma medalha de ouro olímpica no andebol-excluindo aqui algum juízo de valor em termos de gosto pessoal. Não percebo porquê. Será mais fácil acertar no alvo do que vencer a maratona, é isso? Seria uma Rosa Mota capaz de acertar no alvo se lhe fosse posta nas mãos uma arma?
Quanto a transformar a sua opinião em matéria prima de causas, por favor não pessoalize. Não tive a intenção de me referir a si especificamente. Não frequento o seu blog, devo ter ido ali 2 ou 3 vezes, por recomendação deste. Mas, apesar de detestar vivamente a figura e a personalidade do seu homónimo, de futuro corrigirei esta falha.

Anónimo disse...

"O que não percebo, e peço desculpas se há aqui alguma pouca perspicácia da minha parte, em que medida uma medalha de ouro olímpica em tiro ao alvo pode ser menos importante do que uma medalha de ouro olímpica no andebol-excluindo aqui algum juízo de valor em termos de gosto pessoal. Não percebo porquê."

Foi por uma questão de "gosto" do Comité Olimpico que se excluiu o hoquei patins dos Jogos Olímpicos? é por uma questão de "gosto" que se está a pensar excluir a luta greco.romana (que agora se chama outra coisa) ou o pentatlo moderno? Imagino que não seja mais facil fazer uma boa marca (em ermos absolutos) no tiro com alvo que fazer uma grande equipa de andebol. O que é mais fácil no tiro com alvo é ser o melhor. e isto é conseuqencia de uma história diferente por traz de cada um destes dois desportos, que faz com que a competição dentro de cada um deles seja também muito diferente. outro exemplo: possuir o record do mundo da milha não é tão importante como ter o record do mundo dos 1500 metros. porquê? porque existem mais pessoas, mais profissionalismo, mais energia colocada nos 1500 metros que na milha. em consequencia, a milha é lá para aqueles jogos rididulos da comonwealth, os 1500 é uma prova universal. não vejo porque é que estes critérios não podem ser aplicados, com a inescapável subjectividade, a modalidades olímpicas.

GL disse...

"outro exemplo: possuir o record do mundo da milha não é tão importante como ter o record do mundo dos 1500 metros. porquê? porque existem mais pessoas, mais profissionalismo, mais energia colocada nos 1500 metros que na milha."

Não é tão importante? Quem disse?
Não vale à pena estender. A nossa discordância é de fundo. Filosófica, quase. Deixa lá.

Anónimo disse...

é com certeza por deficiência filosófica que não se tenta bater mais vezes o record do mundo dos 600 metros (http://www.alltime-athletics.com/m_600ok.htm)

não há juizo

GL disse...

Ok, querem falar de política do desporto. Exponha então qual é a teoria da conspiração contra o andebol e os 600 m. Eu estava a falar que acho uma estupidez pegada dizer que duas medalhas de ouro de dois desportos completamente diferentes podem ter "importâncias" diferentes. Mas exponham lá qual é a ideia. Quem são os perseguidos desta vez?

GL disse...

Apenas um comentário adicional. Na minha opinião, o grande mérito dos Jogos Olímpicos é a glorificação do desporto como ideia, como realização humana, ali todos os desportos são iguais. Não há um desporto mais "importante" do que o outro só porque tem mais público. Isso seria a morte do desporto, se toda a gente só pensasse em futebol era a pobreza de espírito que tanto conhecemos.

João Pinto e Castro disse...

Só para que não fiquem dúvidas: concordo linha por linha com tudo o que sobre este assunto o Maradona escreveu.

GL disse...

Fico com o meu comentário das 10h30.