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É claro que a responsabilidade principal pelo grande aumento das desigualdades em Portugal cabe em primeiro lugar às classes dirigentes e aos governos do país.
Mas não terão também os sindicatos a sua quota parte de culpa na situação? Afinal, para que servem eles senão para combater as injustiças?
Bem sei que a transformação da estrutura empresarial do país não favoreceu o crescimento da sindicalização, e que a evolução tecnológica e a globalização reduziram o poder negocial dos trabalhadores.
Ainda assim, é difícil entender-se que a base de apoio dos sindicatos portugueses esteja hoje concentrada no funcionalismo público e num reduzido número de empresas públicas.
Percebe-se que esse terreno é o mais fácil para os sindicalistas, mas não certamente aquele em que a sua acção fará mais falta. Como se explica isto?
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17.3.09
18.2.09
Reforma ou lamento
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Não tenho razão para duvidar que alguns patrões aproveitam o actual estado de confusão para despedir trabalhadores desrespeitando a legislação vigente e valendo-se da ignorância jurídica dos atingidos.
Mas é totalmente descabido que o secretário-geral da Intersindical se esforce por fazer dessa questão o fulcro do debate em torno do crescimento galopante do desemprego a que estamos a assistir.
Esta atitude, na aparência radical, na verdade só serve para desviar as atenções do que mais importa. Não, a origem deste drama não radica, no essencial, na falta de escrúpulos de alguns empregadores, mas em males profundos do nossos sistema sócio-económico que a presente crise fez vir à tona.
Não está em causa apenas o comportamento imoral deste ou daquele patrão, mas a ideologia económica que prevaleceu nas últimas décadas.
Que tem a Intersindical a dizer a este respeito? Pensa que as organizações laborais devem limitar-se a um papel de protesto, ou, bem pelo contrário, entende que elas têm um papel activo a desempenhar na configuração na ordem reformada que na sequência da crise deverá emergir?
Não será este o momento adequado para se começar a discutir isto?
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Não tenho razão para duvidar que alguns patrões aproveitam o actual estado de confusão para despedir trabalhadores desrespeitando a legislação vigente e valendo-se da ignorância jurídica dos atingidos.
Mas é totalmente descabido que o secretário-geral da Intersindical se esforce por fazer dessa questão o fulcro do debate em torno do crescimento galopante do desemprego a que estamos a assistir.
Esta atitude, na aparência radical, na verdade só serve para desviar as atenções do que mais importa. Não, a origem deste drama não radica, no essencial, na falta de escrúpulos de alguns empregadores, mas em males profundos do nossos sistema sócio-económico que a presente crise fez vir à tona.
Não está em causa apenas o comportamento imoral deste ou daquele patrão, mas a ideologia económica que prevaleceu nas últimas décadas.
Que tem a Intersindical a dizer a este respeito? Pensa que as organizações laborais devem limitar-se a um papel de protesto, ou, bem pelo contrário, entende que elas têm um papel activo a desempenhar na configuração na ordem reformada que na sequência da crise deverá emergir?
Não será este o momento adequado para se começar a discutir isto?
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