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10.2.09

Marklin vítima da crise

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22.12.08

Pensar o impensável

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Os bancos comerciais não transferem para as PMEs o financiamento que recebem do Banco Central Europeu? António Amaro de Matos, de longe o melhor gestor português que conheci, propõe o seguinte no Público de hoje (link não disponível):
"Talvez, por exemplo, impor que, no final do primeiro e segundo trimestre do próximo ano, o crédito a pequenas e médias empresas atinja, para cada banco, respectivamente, 20 por cento e 40 por cento acima do que figura nos balanços de Dezembro deste ano. Mantendo-se daí em diante. E que, não cumprindo, os bancos tivessem de depositar no BP o montante em falta para atingir aquele objectivo. Remunerado à taxa zero por cento. Podendo ser repassado a outros que o quisessem aplicar em PME."
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19.12.08

World gone Madoff

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Conclusão do artigo de hoje de Krugman no New York Times:
"Most of all, the vast riches being earned — or maybe that should be “earned” — in our bloated financial industry undermined our sense of reality and degraded our judgment.

"Think of the way almost everyone important missed the warning signs of an impending crisis. How was that possible? How, for example, could Alan Greenspan have declared, just a few years ago, that “the financial system as a whole has become more resilient” — thanks to derivatives, no less? The answer, I believe, is that there’s an innate tendency on the part of even the elite to idolize men who are making a lot of money, and assume that they know what they’re doing.

"After all, that’s why so many people trusted Mr. Madoff.

"Now, as we survey the wreckage and try to understand how things can have gone so wrong, so fast, the answer is actually quite simple: What we’re looking at now are the consequences of a world gone Madoff."
Mas quem ouviu o professor Campos e Cunha no Prós e Contras da última 2ª feira ficou a saber que esta conversa é uma tolice pegada.
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11.12.08

Pensar o impensável

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Os Bancos Centrais têm vindo a expandir aceleradamente a base monetária, esforçando-se por contrariar a seca do sistema financeiro provocada pela preferência pela liquidez.

Apesar disso, as taxas de juro cobradas aos particulares e às empresas não descem como seria de esperar e, sobretudo, os bancos mantêm as torneiras do crédito fechadas. Isso não se deve a qualquer má intenção por parte deles, apenas a uma gestão prudente da sua situação líquida.

Diz-se que estão esgotados os recursos da política monetária. Mas estarão mesmo?

Nos EUA, é possível que a Reserva Federal venha a substituir-se aos bancos, oferecendo directamente crédito a quem dele precisar. Nessas circunstâncias, que sucederá aos bancos privados? Provavelmente, terão que ser nacionalizados ou mesmo intervencionados.

Quando a reencontrada virtude da prudência bancária paraliza a economia, a única solução tecnicamente viável poderá vir a ser a nacionalização integral do sector por um período temporário.
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