
Adel Abdessemed: Coup de tête, recordando a célebre cabeçada com que Zidane assinalou a sua passagem à reforma, um gesto que muita gente gostaria de poder imitar.
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"If they can get you asking the wrong questions, they don’t have to worry about answers" Thomas Pynchon

Ivo Antão, Administrador da Espírito Santo SaúdeCompetitividade? Inovação? Exportação? Seria impensável arranjar-se um grupo de gente mais qualificado para falar sobre isso.
Carlos Matias Ramos, Bastonário da Ordem dos Engenheiros
Nuno Fernandes Thomaz, Administrador da Caixa Geral de Depósitos
Francisco Cardoso dos Reis, Presidente do CA do Metropolitano de Lisboa
"O Tratado da Carta de Energia (TCE) prevê uma gama de garantias para investidores estrangeiros como poucas vezes se viu num tratado internacional. De entre elas destaca-se a cláusula de nação mais favorecida e da igualdade de tratamento com os investidores nacionais. Mais radical ainda, estabelece-se a possibilidade de qualquer litígio entre o investidor estrangeiro e o Estado do país receptor poder ser dirimido num tribunal arbitral internacional.Ora,
"Em Novembro do ano passado o governo espanhol foi confrontado com um pedido de arbitragem internacional feito por 14 empresas estrangeiras gestoras de fundos e que haviam investido no sector da geração de energia fotovoltaica. O pedido resulota de uma decisão unilateral de Madrid no sentido da redução das tarifas de venda da electricidade à rede."Sucede que Portugal é não só um dos 46 países subscritores do TEC, como, tendo ele sido assinado em Lisboa em 1994, se tornou seu depositário. Isso passou-se no tempo do Prof. Bom Aluno, o qual assim assumiu, com a habitual leviandade, um compromisso que agora nos deixa de pés e mãos atados.
You may recall that the EU fiscal pact included at least some warm words about the idea of limiting excessive trade surpluses (as well as deficits) within the eurozone. This is progress, but of course the devil is in the detail. The European Commission’s demonologists were called in to work out the detail. Jean Quatremer reports:.
Ainsi, la balance des comptes courants est censée être comprise entre –4% et +6% du PIB au cours des trois dernières années. Et, miracle, celle de l’Allemagne est de +5,9%!
I.e. the reference range is defined as a three-year moving average of the current account balance between -4% and +6% of GDP. Why is it not symmetrical around zero? Not that there’s a specific argument that it should be, but it’s telling…because Germany’s CA surplus is exactly +5.9% of GDP. Trebles all round.

"No mínimo, os salários portugueses têm que crescer mais lentamente que no resto da Europa. Na prática, seria necessário algum abrandamento. De uma forma ou de outra, terá que haver um ajuste substancial."Noutro lugar do jornal, Eva Gaspar e Pedro Romano sintetizam corretamente: "O essencial da resposta deveria vir dos actores com mais capacidade para fazer a diferença, com salários mais altos para os trabalhadores alemães e uma política monetária mais inflacionista. Se assim fosse, o ajustamento necessário na periferia seria menos doloroso, mas essa via [sic] ainda menos provável."
"Considero que tem que ser feito um ajustamento. Obviamente, gostava de vê-lo pela parte da produtividade em vez de pelos salários. Mas não há forma de isso acontecer com garantias. Eu preferiria até que esse ajustamento fosse alcançado com os salários alemães a subirem em vez de serem os salários portugueses a caírem. É a análise relativa que interessa. Logo, se conseguirem persuadir a Frau Merkel a fazê-lo, seria óptimo. Caso contrário, tem de haver aqui um ajustamento."
"Gosto de fazer um pequeno exercício de aritmética. Se dissermos que cerca de 20 ou 30% de redução nos salários da Europa do sul em relação aos alemães terá de acontecer, faz toda a diferença saber se isso ocorre com uma redução de 3% anual nos salários do sul da Europa, com uma subida de alguns pontos percentuais na Alemanha, ou se acontece através da manutenção ou subida dos salários do sul da Europa, enquanto os salários alemães sobem 5 ou 6%. É uma enorme diferença a nível do desemprego que irá existir na Europa do sul, a nível de dinâmica da dívida..."
"'Graças em grande parte a ela [água do Alqueva] o país atingiu a auto-suficiência na produção de azeite' (...) Sevinate Pinto fala ainda do surgimento de centenas de hectares de pomar, frutos secos e vinha para defender os proveitos daquele que considera ser 'o maior e mais promissor projecto agrícola português das últimas décadas."E mais adiante, citando a opinião do Presidente da Câmara Municipal de Ferreira, escreve-se:
"No lugar das searas e trigo e de outras culturas de sequeiro (...) cresce o novo olival, a vinha, as culturas do melão, melancia, tomate e outras, que no conjunto já ocupam cerca de 10 mil ha de regadio.Fracasso do Alqueva ou fracasso do Público? Vocês decidam.
"Se não fosse o Alqueva, 'dificilmente' os agricultores do concelho 'poderiam dispor de 40 milhões de m3 de água, necessários à viabilização da nova agricultura que já tem uma taxa de adesão de 75% na área disponibilizada para rega'.
"´Agora estamos à espera das agro-industriais´, acentua, optimista, sem evitar uma crítica ao anúncio da suspensão das obras feito pela actual ministra da Agricultura, Assunção Cristas."
"Pour restaurer la compétitivité en Europe, il faudrait que, disons d'ici les cinq prochaines années, les salaires baissent, dans les pays européens moins compétitifs, de 20 % par rapport à l'Allemagne. Avec un peu d'inflation, cet ajustement est plus facile à réaliser (en laissant filer les prix sans faire grimper les salaires en conséquence)."Um bocado diferente, certo? Para começar, nem neste trecho nem em qualquer outro da entrevista Krugman "recomenda", "sugere" ou "propõe" o que lhe é imputado.