9.1.09

O Hamas leva as crianças para a guerra, depois queixa-se de que elas morrem







17 comentários:

Miguel Silva disse...

Este post tem tanto de demagogia como de baixo nível. Muitos furos abaixo do que se costuma ler por aqui. Mesmo muitos furos abaixo.

Miguel disse...

E' evidente que os dirigentes israelitas nao podem dizer que nao estao ao corrente que as bombas que lancam vao cair em cima de criancas. E mesmo assim lancam-nas.

man disse...

Robert Fisk, a ler - http://www.independent.co.uk/opinion/commentators/fisk/robert-fisk-why-do-they-hate-the-west-so-much-we-will-ask-1230046.html

Orlando disse...

Demagocia barata, meu caro JPC. Mesmo os posts sobre o PS não costumam descer a este nível...

É verdade que o Hamas envia rockets sobre Israel, o que lhes dá o direito de se defenderem. Mas basta olhar para o mapa dos territórios palestinianos para perceber que os palestinianos vivem em guetos em tudo semelhantes aos guetos onde viviam os negros no tempo do aparteid.

Elisiário Figueiredo disse...

Encontrei isto aqui: http://meubloconotas.blogspot.com/


Em 30.12.2008, Margarida Santos Lopes escreveu no Público um artigo rigoroso, "Uma guerra para mudar as regras do jogo". Fiz um exercício, que me parece instrutivo: sem alterar uma letra, destaquei afirmações objectivas, postas um pouco a esmo, a não ser por obedecerem a uma ordem cronológica. Parafraseando, "não há regras neste jogo", vale tudo, ganha o maior batoteiro e aldrabão (desde que tenha boas cartas). Leia-se MSL:

"A 4 de Novembro deste ano [2008], Israel assassinou seis membros do Hamas, violando uma tahdiyeh ou trégua, que estabeleceu (mas nunca reconheceu publicamente) com o movimento islâmico, sob mediação egípcia, a 17 de Junho."

"O Hamas intensificou o lançamento de mísseis e morteiros sobre cidades israelitas - em sete anos, estes disparos mataram pelo menos 20 civis."

"Israel retaliou sujeitando a Faixa de Gaza a um duro bloqueio económico - com restrição de entrada de alimentos e medicamentos e cortes de combustível -, agravando uma situação humanitária que o Banco Mundial e ONG descreveram como 'catastrófica'."

"Khaled Meshaal, o chefe do Hamas exilado em Damasco, justificou a decisão de revogar a tahdiyeh, a partir do dia 18 de Dezembro, invocando as execuções dos seus operacionais e o cerco a que Gaza está sujeita."

"Segundo o diário hebraico Ha'aretz, os preparativos para a vasta operação militar em curso começaram há seis meses - quando o Egipto mediava novamente negociações para a prorrogação da trégua - o Hamas exigia como condição o levantamento do bloqueio."

"Na altura, o ministro israelita da Defesa, Ehud Barak, terá ordenado aos serviços de espionagem que identificassem todos as instalações das "forças de segurança" do Hamas e de outros grupos radicais em Gaza."

João Pinto e Castro disse...

Também acho isto de muito mau gosto, evidentemente. Algum comentário sobre as fotos?

(Nota: admiro muito o que o Robert Fisk tem escrito sobre o Médio Oriente de há 30 anos para cá.)

Miguel disse...

O Hamas nao tinha m 2001 a influencia que tem hoje. Por que razao ganhou tanto poder e protagonismo desde entao?

Como e' possivel que Barack -- primeiro ministro em 2000/2001, quem dirigiu as negociacoes em Camp David e em Taba e nem uma palavra se ouve sobre isso -- seja omisso sobre a unica solucao possivel para este conflito? Quem disse que nao existe ninguem para negociar do lado dos palestinianos, por maioria de razao dever-se-ia interrogar se existe alguem para negociar por parte dos israelitas.

(sim, existe com quem negociar de ambos os lados)

Qual e' a unica atitude civilizada a tomar neste momento: 1) retomar os parametros de Taba - aceites entao pelos palestinianos e deixadas cair por Israel com o apoio de Bush; ou 2) bombardear alvos que sao impossiveis de isolar das populacoes civis?

Existe alguma duvida? Existe alguma alternativa?

A vida das criancas nestas fotografia vale menos que a vida de outras criancas?

Miguel disse...

Claro que os gajos que poem as criancas nestes preparos sao um nojo. Mas quem lanca as bombas sobre as mesmas criancas nao comete um nojo menor.

Elisiário Figueiredo disse...

Os Palestinianos estão a pagar pela teimosia de Bush em querer eleições na Palestina a todo o custo, o Hamas ganhou as eleições fazendo com que tenha adquirido o poder que não teria sem eleições.

Horácio disse...

Tu queres ver que o "hamas" é, afinal, um jardim infantil?

Anónimo disse...

A cada povo o seu "Magalhaes"...

Anónimo disse...

«Os cálculos do Hamas são simples, cínicos e pérfidos: se morrerem israelitas inocentes, isso é bom; se morrerem palestinianos inocentes, é ainda melhor.»

Amos Oz, Público 31.01.08.

Miguel Silva disse...

Comecemos pelo título, que é o único problema deste post. As fotos serão factuais e não merecem grandes comentários entre gente bem intencionada. Ilustram uma realidade bárbara que não surpreende. Quem odeia povos e ataca civis também instrumentaliza crianças para a sua causa sem grandes problemas de consciência. Repito, o problema deste post é o título. Quem chora as crianças são os seus familiares. O título deste post desumaniza as crianças e as populações da Faixa de Gaza. E, dito isto, desumaniza também os membros do Hamas. Por muito sectários, racistas e homicidas que sejam, matar crianças é matar crianças e deve sempre chocar e ser chorado. Levar crianças para a guerra também deve sempre chocar e ser lamentado. Umas coisas não apagam nem compensam as outras, pois não?
Se este post aparecesse no Blasfémias não me suscitaria nenhum comentário. Mas no Blogo Existo a qualidade e o nível de reflexão sobre os assuntos é outro. E isso também chocou um bocadinho.

O Calejado disse...

E as mães e pais israelitas? Esses podem ser colateral damages desta guerra? Esses podem morrer e serem desumanizados só por serem israelistas?

Miguel Silva disse...

Calejado, mas isso está escrito nalgum sítio? Vamos lá ler com atenção "matar crianças é matar crianças e deve sempre chocar e ser chorado. Levar crianças para a guerra também deve sempre chocar e ser lamentado. Umas coisas não apagam nem compensam as outras, pois não?"

Já cansa um bocadinho esta conversa de que se se critica a acção militar israelita está-se do lado do Hamas e se se critica o Hamas apoia-se a acção militar. Eu estou do lado dos que não fizeram nada e morrem e ficam sem filhos e ficam sem casas e têm medo e só esperam uma solução política razoável e o fim do sofrimento. É do lado desses que eu estou. Dos dois lados.

Anónimo disse...

sim, sobre as fotos, o comentário é que, tirando a última, sao crianças com brinquedos iguais aos q se vendem aqui desde o toys are us até à feira do relógio, e de modo algum estao numa situaçao de combate.
de maneira que a ilustraçao acompanha a demagogia cruel do título.

Anónimo disse...

Elisiário Figueiredo disse... que Margarida Santos Lopes escreveu no Público em 30.12.2008

"A 4 de Novembro deste ano [2008], Israel assassinou seis membros do Hamas, violando uma tahdiyeh ou trégua, que estabeleceu (mas nunca reconheceu publicamente) com o movimento islâmico, sob mediação egípcia, a 17 de Junho."

O que Margarida Santos Lopes não escreveu foi que os seis milícias membros do Hamas mortos por Israel estavam a construir um túnel sob a fronteira para atacarem soldados israelitas, tal como no caso de Gilad Shalit.

A construção de um túnel para fins militares coloca o Hamas como iniciador da quebra das tréguas, o que está a ser ignorado pela imprensa pró-Hamas que põe a ênfase na morte dos 6 membros do Hamas, apelida-a de “assassinato”, quando se tratou de uma operação militar legítima, e omite-se quanto às causas: a construção de um túnel com objectivos militares!

Aliás, só a quem não interessa não lê a condenação do Hamas como provocador da guerra pelo Egipto (vide http://www.aimislam.com/forums/index.php?s=6ac37603fec8e62e40dc1145aa7d86b4&showtopic=8828&mode=threaded) e pela Arábia Saudita (vide http://www.guardian.co.uk/world/2009/jan/01/saudi-arabia-hamas-gaza)e por Abbas (vide http://www.nationalpost.com/related/links/story.html?id=1208220)

A ignorância, com raiz no desprezo pela pesquisa mais profunda, dos nossos jornalistas quanto à cultura árabo-muçulmana é atroz. A palavra árabe “Tahdiyeh”, cuidadosa e ardilosamente escolhida pelo Hamas, quer dizer literalmente “calma temporária”, não quer dizer trégua” ou cessar-fogo. A palavra árabe significando trégua ou cessar-fogo é “hudna”. A explicação para a cuidadosa escolha da palavra “Tahdiyeh” pelo Hamas é simples: o Alcorão autoriza um grupo guerreiro enfraquecido a fazer um acordo de “calma temporária” com o inimigo, a fim de poder reagrupar e rearmar, para depois continuar a guerra. Foi isso que o Hamas escolheu.