19.1.09

Pensar o impensável

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Durante anos, Portugal foi o único país com défices orçamental e externo persistentes na zona Euro.

O clube tem agora quatro novos membros - Espanha, Grécia, Irlanda e Itália - alguns em situação mais grave do que nós. Logo, um terço dos países da zona euro enfrentam desequilíbrios estruturais sem disporem dos tradicionais instrumentos de política cambial ou alfandegária para corrigi-los.

Os recentes anúncios de eventual degradação dos seus ratings pela Standard & Poor's contribuirá quase de certeza para piorar as coisas. Vamos assistir nos próximos dias a uma especulação financeira contra essas cinco economias, com alguns investidores (designadamente naionais) a reagirem à eventual saída delas da zona euro.

Uma hipótese: o agravamento da situação nos países atingidos conduz ao desmantelamento total ou parcial da zona euro.

Outra hipótese: a UE lança um programa de emergência para acudir aos países em dificuldades.

Que tal a UE tomar de imediato a iniciativa? Não acreditam? Nem eu.
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3 comentários:

GL disse...

Você já respondeu... rigorosamente nada disso vai acontecer... para sair Portugal ou Grécia, pelos mesmos motivos, teria de sair da UE a 5ª ou 6ª economia do mundo, a Itália. Posso estar enganado, mas não me parece.

Se for verdade o que li em tempos, Portugal representa 0,7% da economia europeia. Não me parece que a UE esteja muito ralada com a dívida externa portuguesa. A repercussão negativa da saída de qualquer país da UE não compensaria a maçada.

Menos ainda se a saída significasse melhorias na economia do dito país.

GL disse...

Gostava de saber se a The Economist – a bíblia de Cavaco – costuma acertar tanto, para justificar a mais recente angústia nacional.

Se calhar sim.

Yuppie Boy disse...

Fico contente em saber que agora o rating da S&P já conta e já tem credibilidade...