17.10.08

Demasiado inteligente para governar os ingleses



Nascido na Escócia, não chega bem a ser branco. Uma espécie de Obama britânico, portanto.

Apesar de cego de um olho, parece que lê livros, pecado mortal que Blair sempre cuidadosamente ocultou. Suspeita-se que quer banir a libra em proveito do euro.

Não tem paciência para a estupidez da imprensa tablóide (televisões incluídas), razão de sobra para que os media o detestem.

A principal crítica que se lhe faz é não ser popular, ao contrário do líder da oposição, ícone da completa vacuidade, com o seu perpétuo ar de quem acaba de sair da manicure. O próprio Economist, apesar da fachada de racionalidade ponderada que gosta de afivelar, não arranja outro argumento para o atacar senão as sondagens desfavoráveis.

Não presta para os ingleses, sem favor o povo mais abrutalhado da Europa Ocidental e o único que compete com os russos no estado geral de embriaguez.

Acontece que sabe o que anda a fazer, algo de valor estimável nos tempos que correm.

3 comentários:

NMP disse...

Caro João,
Sem discutir o seu argumento central deixe-me sugerir-lhe uma precisão.
Doi par Blair-Brown o eurocéptico e anti-Europa é o actual PM. Tony Blari era muito mais europeísta. Com Gordon Brown a perspectiva de a lira ser substituída pelo euro é muito masi remota.
Nessa matéria, Brown estámasi próximo do pensamento dominante em Inglaterra e da opinião dos conservadores cujo eurocpticismo chega a tomar por vezes tons de fanatismo.
Abraço
Nuno
P.S. - Tenho apreciado os seus post sobre questões económicas. Identifico-me com grande parte deles e discorod de outros. Um dia destes vou retorquir. Se bem que eu ache que o formato blogue nãos e presta a discussões serenas nestas matérias.

Ulisses Neves disse...

Vai decorrer, nos dias 14 e 15 de Novembro, na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, o IV Encontro de Blogues.
mais em: http://vialatina.wordpress.com

Poemas de amor e dor disse...

Boa noite,
Para Gordon Brown, os governos necessitam agora de «coragem» e «visão» para «reformar e renovar o sistema financeiro internacional», que deve ser feito com base num «acordo de princípio partilhado por todos os países, transparência, integridade e cooperação além-fronteiras».

O povo, que começa aos poucos a sentir as consequências inevitáveis de uma crise mais alargada, não irá compreender que, até à data, não estejam “a ferros” os responsáveis pela gestão danosa dos bancos, dos negócios tipo “Dona Branca”.
Depois, os governantes, justamente preocupados com a crise, tentam salvar os estragos colaterais com recurso ao dinheiro dos contribuintes. Todavia neste cantinho isolado tudo está bem! Estará!
Afinal aqueles que ainda há pouco queriam que tudo passasse para o sector privado pedem agora a intervenção e ou o aval do Estado.

Ninguém fala em investigação dos actos danosos praticados por ordem dos banqueiros!
Ninguém fala nos offshores e na fuga dos dinheiros para os ditos paraísos fiscais!
Nesta “bagunça” muitos ganharam e continuam a ganhar fortunas e ninguém se atreve a chamar ladrão ao ladrão!

Vou terminar. As crises monetárias são como os grandes incêndios que tudo arrasam para de novo das cinzas tudo renascer. Contudo, tudo terá de mudar, ou como afirmou GB: haverá que definir regras para um mundo de circulação global de capitais.
Cumprimentos